5 de Outubro. Seguro contra "cultura de trincheiras" apela a soluções com "sentido de urgência"

Reportagem

5 de Outubro. Seguro contra "cultura de trincheiras" apela a soluções com "sentido de urgência"

No Dia da Implantação da República, diante da Câmara Municipal de Lisboa, António José Seguro fez o primeiro discurso nestas cerimónias enquanto chefe de Estado. O presidente defendeu, para Portugal, "uma nova cultura política" que coloque de parte o que retratou como "cultura de trincheiras".

Ana Sofia Rodrigues, Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa

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António Pedro Santos - Lusa

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O discurso de António José Seguro na íntegra

Veja ou reveja aqui o primeiro discurso do Presidente da República nas comemorações da Implantação da República. 

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PCP avalia Seguro
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Discurso "é contraditório"

A reação dos comunistas ao discurso do presidente da República coube a João Ferreira, que sustentou ser necessário "ir às causas" dos problemas.

"Não podemos dizer isto, que é bem verdade, e ao mesmo tempo apelar a entendimentos em torno das políticas e dos políticos que nos trouxeram aos problemas que enfrentamos", acrescentou de imediato.
"A estabilidade exige uma rutura com as políticas que trouxeram a instabilidade, uma rutura com as políticas que estão a destruir o SNS, que trouxeram a crise na habitação, quer criaram um nível de desigualdades no país em que os ricos são cada vez mais ricos e uma grande maioria da população enfrenta o aumento imparável do custo de vida diariamente".
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O que presidente fez foi "avalizar uma linha política" com que o BE está em divergência

José Manuel Pureza considera que na parte do discurso em que António José Seguro saudou o entendimento entre Governo e PS quanto ao Orçamento do Estado, o presidente acaba por viabilizar uma linha política com a qual o BE não concorda. Para o responsável do Bloco, cada vez que um acordo político ao centro se concretiza, acaba por ser "uma porta aberta para a radicalização à direita", o que considera ser o "caminho errado".

José Manuel Pureza considerou que viabilizar o OE sem o conhecer é optar por vabilizar as políticas do Governo e fala de um "erro político muito grave".
"Honrar a República é escolher políticas que vão ao encontro das necessidades da maioria. Sem isso, o resto são discursos", considera Pureza, lembrando que o país tem assistido são políticas feitas "só para alguns".

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Livre diz que Governo "continua a negociar com quem não respeita a República"

A porta-voz do partido considerou "muito importante" a mensagem do Presidente sobre a necessidade de entendimentos e de soluções de longo prazo. Questionada se o discurso podia ser visto como um pedido para o Governo mudar o rumo, Isabel Mendes Lopes disse que o "Governo não está a seguir esses princípios" elencados pelo presidente e "continua a negociar com quem não respeita a República, não respeita as instituições".

A porta-voz do Livre acusa o Governo de "negociar umas vezes com a extrema-direira e depois procurar apoio do outro lado do parlamento", lembrando as medidas da Habitação, que denominou uma "lei cruel". 

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A avaliação social-democrata
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Seguro pressionou PSD? "É um discurso muito positivo"

O deputado social-democrata Alexandre Poço considerou o discurso do presidente da República "muito positivo".

"Gostava de destacar, em primeiro lugar, a grande nota de ambição; em segundo lugar a necessidade de o país ter estabilidade, para que as políticas possam produzir efeitos e resultados na vida das pessoas; por outro lado, algo com que nos revemos bastante, que é a dimensão de diálogo".

Questionado sobre o repto de José Luís Carneiro, para que o PSD deixe cair o acordo com o Chega relativo ao arrendamento, Alexandre Poço retorquiu: "Continuaremos a negociar com os partidos que, em cada momento, estão disponíveis para aprovar, discutir, melhorar aquelas que são as propostas do Governo. Não vamos entrar nesse jogo de, agora, não falamos como este, para aprovarmos com aquele temos de abdicar do outro".
"O presidente acaba de dizer aqui ao país, mas também aos partidos políticos, que é importante que deixemos as nossas trincheiras e tenhamos a capacidade de falar uns com os outros", completou.
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Iniciativa Liberal critica elogio do Presidente a entendimento do Governo com PS sobre Orçamento

O partido considerou "um fecho surpreendente" o elogio que António José Seguro fez a um "entendimento em torno do Orçamento que não se conhece".

No final da cerimónia, o partido disse concordar com o presidente sobre a necessidade de reformas, mas acrescentou que o "Governo não tem a coragem que o país tanto necessita" e que "quando chega a horada verdade, a coragem falta, e fica tudo no papel". Como exemplo, lembra o estudo sobre a Segurança Social, que não teve efeitos práticos.
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"Os recados do costume"
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"No fundo, é mais do mesmo". A reação do Chega

Pelo Chega, o vice-presidente do partido Rui Paulo Sousa teceu críticas ao discurso do presidente da República.
"No fundo, o discurso acabou por ser uma tentativa de agregar os partidos, pelo menos foi essa a sensação que deu inicialmente, mas acabou com os recados do costume, ao falar de movimentos e partidos mais extremistas. No fundo, é mais do mesmo", acentuou, para depois reprovar o que considera ser a concentração de atenções no PSD e no PS.
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"Estabilidade é importante"
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"Em momento algum pensámos poder lançar o país numa crise política"

Em reação ao discurso de António José Seguro, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou que a estabilidade, tal como enunciou o presidente da República, "tem de servir para responder às necessidades das pessoas: habitação, salários, crescimento da economia e combate ao custo de vida".

"Aproveito a oportunidade para fazer uma exigência ao Governo: é que deixe cair o acordo que tem com o Chega em relação à lei das rendas", instou.
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Apelo de resolução de problemas tem "sentido de urgência". Estado tem de entregar "confiança"

Para o Presidente é urgente resolver os problemas causados pela aumento do custo de vida. "A crise energética não pode enfrentar-se só a nível nacional", diz o Presidente, pedindo uma acção internacional.

Defende que se o Estado pede confiança, tem de ser o primeiro a entregar essa confiança. E em demasiadas situações, isso não está a acontecer". 
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"Saúdo o Governo e o PS pelo caminho de aproximação" para o OE. "Oxalá outros partidos possam juntar-se" a este caminho de convergência

O presidente dá o exemplo do Orçamento do Estado, mas pede que a convergência possa acontecer com outras matérias, como a Saúde, Habitação, Educação e aumentar a produtividade. "Um país que sabe gerar riqueza é um garante de prosperidade", diz.

Seguro insiste nos entendimentos, neste e noutros governos. "O que nunca muda é Portugal", diz.

"Acredito que os portugueses apreciam e recompensam os partidos e atores políticos que agem" para encontrar soluções que melhorem a vida das pessoas. 

"Resolver os problemas das pessoas é a melhor cura para as ameaças dos extremismos", diz. 
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"A democracia não pode transformar diferenças em impossibilidades de entendimento", sobretudo em governos minoritários

"As democracias têm de aprender a construir estabilidade em tempos de fragmentação". Para isso é preciso diálogo, diz. "A estabilidade vale pelo que permite fazer", diz.

"Sem estabilidade política, não há resultados possiveis. Este é um bem que devemos preservar e uma vantagem competitiva" para chamar investimento. 
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Seguro pede menos "improviso ou capricho do momento" nas decisões

O presidente pede que as medidas sejam tomadas com base em conhecimento científico e não no improviso".

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"É preciso abandonar uma cultura de trincheiras" na política. "Abandonar o eterno passa culpas", pede Seguro

O presidente diz ainda que se deve "convergir em soluções de compromisso que resistam ao ciclos eleitorais" e defende que as políticas públicas devem ser avaliadas consoante os resultados e "não pela cor do governo que as criou".

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"Precisamos de política acompanhada de ousadia, de ambição e de coragem"

"Este é o tempo da política, não é o tempo da tecnocracia", afirma o presidente, que segue a pedir ambição e coragem. "Temos de vencer a inércia, eliminar bloqueios, assumir a coragem política de soluções inovadoras que acompanhem a mudança".

Pede ainda que os benefícios da Inteligência Artificial sejam partilhadas por todos, sem exceção.
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"Precisamos de soluções duradouras e capacidade política de as aplicar". Portugal precisa de uma "nova cultura política"

Para o presidente da República, esta é a forma de trazer os valores republicanos para o dia a dia dos portugueses. "Portugal precisa de uma nova cultura política, com base em entendimentos e compromissos interpartidários, focada na resolução concreta dos problemas das pessoas e numa visão estratégica para Portugal", diz Seguro pedindo acordos para mais do que uma legislatura.

"Não podemos estar sempre a voltar ao início porque se mudou uma legislatura", frisa António José Seguro.

Para o Presidente, isso envolve os partidos políticos, os parceiros sociais e outros atores sociais. 

"Têm de se entender sobre os caminhos fundamentais para o nosso desenvolvimento. Não há tempo a perder", diz.

Perante um mundo em mudança, "as soluções tradicionais já não resolvem os problemas. É preciso ir à raíz, erradicar as causas dos problemas". 

"Boas políticas precisam de tempo para gerar resultados", acresenta o presidente.
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"República só cumpre a sua função quando cada pessoa sente que tem o seu lugar"

"É essa esperança que esteve no 5 de Outubro", diz, lembrando que isso é papel de várias gerações, mas também de vários serviços, como o SNS, a Segurança Social, e reduziram desigualdades, entre outras conquistas. "São conquistas reais que custaram o esforço de gerações inteiras". "Cabe-nos continuar esse caminho, onde nenhuma pessoa é deixada para trás" e onde "o futuro não é privilégio de alguns, mas possibilidades de todos". "É a responsabilidade de todos" que faz com que ela "todos os dias faça parte da vida de cada pessoa".

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Presidente da República inicia primeiro discurso no 5 de Outubro. "Faço-o com profunda emoção"

António José Seguro diz que a emoção é a de quem, neste dia, "sente o peso da História, a força dos valores que nos unem e a obrigação de olhar para o futuro".

"Celebramos uma ideia de Portugal, baseada na liberdade e na convicção que o Estado deve estar ao lado das pessoas", acrescenta.

"Portugal é feito da capacidade de entreajuda dos Portugueses", diz.
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Moedas termina discurso
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"Foi numa casa do poder local que a república foi proclamada"

O presidente da Câmara de Lisboa fez, por último, referência aos "quase 50 anos de ditadura".

"Mas a esperança de uma república licre sobreviveu, ficou guardada em quem nunca desistiu. Até que em Abril de 74 houve quem devolvesse a liberdade aos portugueses. A demcracia voltou porque houve quem acreditasse, mas sobretudo porque houve quem tiversse a coragem de agir",recordou Carlos Moedas.

"O espírito republicano não pertence a um partido, nem a uma cor, nem a uma só memória, é uma forma de servir Portugal, de amar a coisa comum mais do que a coisa própria. Por isso cabem nesta casa os que foram republicanos em 1910, os que não sendo amaram Portugal com a mesma devoção. Esta é a casa de todos e é aqui, no município, que a república está mais próxima das pessoas".

"Foi numa casa do poder local que a república foi proclamada", completou.
O discurso de Carlos Moedas na íntegra
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Aristides de Sousa Mendes lembrado
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República "começa a morrer quando os cidadãos deixam de acreditar nela"

Depois de ter evocado a memória da Aristides de Sousa Mendes, o cônsul que ajudou a salvar as vidas de milhares de judeus, na II Guerra Mundial, Carlos Moedas afirmou que uma república "começa a morrer quando os cidadãos deixam de acreditar nela, quando as leis passam a ser vistas como obstáculos, quando a prudência se confunde com medo".

"O partidarismo cego, o discurso radical, a cultura de impunidade são sinais desse afastamento. A causa comum deixa de nos unir e cada um fica apenas com a sua causa", reforçou.

"Há um perigo que faz menos ruído dos que os outros: é a indiferença".

"Os romanos de que vos falei não quiseram sobreviver à república, não quiseram ter essa sobrevivência. Nós arriscamos a deixá-la enfraquecer sem sequer darmos por isso, pela abstenção, pelo cansaço, pelo encolher dos outros, e nós já conhecemos esse caminho - o caminho que nos levou ao gople de 1926".
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Eco romano
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"Há 116 anos, desta varanda, proclamou-se a República"

Moedas recordou, depois, "duas vidas em liberdade" após a proclamação da República, intervaladas pelos anos do Estado Novo: a primeira durou 16 anos, a segunda dura há mais de 50".

"Deixem-me levar-vos a Roma, mas é de Portugal que vos vou falar", continuou.

"Há uma reflexão escrita há quase 300 anos, sobre homens como Catão, Bruto e Cássio, sobre a razão por que não quiseram sobreviver à sua república. O amor por aquilo que somos pode levar-nos a sacrificar a própria vida. Para aqueles romanos, a república não era uma coisa dstante, era parte de si, era o seu nome, a sua palavra era a sua casa, o futuro dos seus filhos. Perdê-la era perder aquilo que dava sentido às suas vidas, a sua causa tinha um nome: res publica, a causa de todos, a causa pública".

"É essa ideia de serviço a todos que nos deve unir", acentuou o autarca.
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Carlos Moedas
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Presidente da Câmara de Lisboa faz discurso

"Este é um ano especial. Cinquenta anos da Constituição de 1976, 50 anos da primeira eleição de um presidente da República constitucional, 50 anos das primeiras autárquicas livres", começou por enumerar o autarca.

"É com enorme gosto que recebemos pela primeira vez, nos Paços do Concelho, o presidente da República, António José Seguro", prosseguiu.

"Sabe que pode contar com a Câmara de Lisboa e este momento ficará marcado na história da cidade", assinalou Moedas.
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5 de Outubro
RTP /

Seguro na Praça do Município. Ouve-se o hino nacional

O presidente da República foi já recebido pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, seguindo-se as honras militares.
Em seguida, ja na varanda do edifício da Câmara Municipal, António José Seguro hasteou a bandeira portuguesa.

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Cerimónia a começar
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Montenegro e Aguiar-Branco chegam à Praça do Município

O primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República foram recebidos pelo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.


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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Seguro defende que "valorizar a República é valorizar os professores"

O presidente da República assinalou hoje, com uma mensagem escrita, o Dia Mundial dos Professores, que se celebra a 5 de outubro, defendendo que a sua valorização é essencial para a República.

"Valorizar os nossos professores é valorizar a nossa própria República", afirma António José Seguro.

"Sem os professores, não haveria o país que hoje conhecemos, nem aquele que queremos construir. Não há República sem escolas. Não há escola sem professores valorizados. Valorizar os professores é cuidar do futuro da nossa República", reforça o chefe de Estado.

Esta mensagem foi divulgada hoje de manhã, antes do início da cerimónia comemorativa da Implantação da República, que está marcada para as 10h30, na Praça do Município, em Lisboa.

No Dia Mundial dos Professores, o Presidente da República dirige "uma saudação especial às professoras e aos professores" que ensinam nas escolas de todo o país e que ensinam a língua portuguesa no estrangeiro.

"Celebramos hoje a nossa República, o nosso país, Portugal. República é sinónimo de igualdade, sinónimo de que todos contam por igual. A escola é onde essa promessa de igualdade de tratamento ganha rosto. No rosto de uma professora, de um professor", lê-se na nota.

António José Seguro argumenta que "ensinar é muito mais do que transmitir conhecimento" e elogia o papel dos professores, que "incentivam quando a dúvida se instala" e que "sabem abrir horizontes a quem nasceu com menos oportunidades".

"Por isso, valorizar os nossos professores é valorizar a nossa própria República. Cada vez que um professor muda o destino de um de nós, a igualdade deixa de ser uma promessa e torna-se realidade", defende.

"Aqueles que em 5 de outubro de 1910 nos deram futuro também sabiam que a liberdade e a igualdade só poderiam vingar em Portugal por meio da vontade comum de transformar o país através da escola. Hoje Portugal reafirma que o seu futuro passa pela escola e pelos seus professores. Sabemos que há sempre adversidades a ultrapassar na escola e no ensino, mas sabemos também que muito devemos aos professores", acrescenta.

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Emissão especial
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Personalidades a chegar à Praça do Município

Está em marcha a emissão especial da RTP para o acompanhamento das cerimónias do Dia da Implantação da República.
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5 de Outubro
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Dia da Implantação da República assinalado na Câmara Municipal de Lisboa

António José Seguro discursa esta segunda-feira pela primeira vez enquanto chefe de Estado na cerimónia de aniversário da Implantação da República, na Praça do Município, em Lisboa. A intervenção do presidente da República será precedida pelo discurso do presidente da Câmara da capital, Carlos Moedas.Na antecâmara dos discursos, vai ser hasteada a bandeira portuguesa na varanda do Salão Nobre dos Paços do Concelho, num momento acompanhado pelo hino nacional.


Nesta sessão solene, no Largo do Município, com início previsto para as 10h30, vão estar presentes o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, bem como representantes dos partidos.

Desde a tomada de posse, Seguro tem muiltiplicado os apelos à moderação e a um caminho de convergência.

Na semana passada, diante do Conselho da Europa, em Estrasburgo, o presidente exortou à "vigilância" e à "determinação" perante "correntes extremistas". António José Seguro alertou contra "tentativas de retroceder em direitos", o "desprezo pelo Direito Internacional" e a "crescente incerteza geopolítica".

"A história ensina-nos que a democracia pode perder-se, que direitos que pareciam definitivos podem ser retirados, que aquilo que julgávamos impossível pode tornar-se realidade. Por isso, deixo uma mensagem muito clara, em particular às novas gerações: a democracia não está garantida", fez notar o presidente português.No último discurso em cerimónias oficiais, por ocasião do Dia de Portugal, o presidente da República fez a apologia do que definiu como "palavras do meio", que "se abrem como convite ao diálogo", em "tempos de trincheiras", contra "o vírus da polarização".


A Causa Real preparou, por sua vez, um comunicado a propósito do 5 de Outubro, sustentando que a Implantação da República foi contrária aos desejos dos portugueses.

A associação monárquica considera que a experiência republicana demonstrou fragilidade e governos efémeros e apela a que, em sede de revisão da Constituição, seja retirado artigo que impõe um Governo republicano.

c/ Lusa
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5 de Outubro. Seguro abre ao público jardins e museu do Palácio de Belém

O presidente da República, António José Seguro, vai abrir ao público os jardins do Palácio Nacional de Belém e o Museu da Presidência, esta segunda-feira, para assinalar o 116.º aniversário da implantação da República em Portugal.

Foto: Miguel Pereira da Silva - Lusa

De acordo com uma nota publicada no site da Presidência da República, o museu vai estar aberto ao público entre as 10:00 e as 13:00 e entre as 14:00 e as 18:00, enquanto os jardins do palácio podem ser visitados entre as 15:00 e as 18:00.

"A entrada é gratuita e o acesso realiza-se pela loja do museu, na Praça Afonso de Albuquerque, sendo a última entrada pelas 17:30", acrescenta-se na mesma nota.

Na segunda-feira, pelas 10:30, o presidente da República, António José Seguro, vai discursar pela primeira vez, na cerimónia de aniversário da implantação da República, na Praça do Município, em Lisboa, intervenção que será antecedida pela do presidente da Câmara, Carlos Moedas.

Antes dos discursos de António José Seguro e de Carlos Moedas, será hasteada a bandeira portuguesa na varanda do Salão Nobre dos Paços do Concelho, ao som do hino nacional.

Como é habitual, na sessão solene, no Largo do Município, estarão também presentes o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, assim como representantes dos diferentes partidos.

Tal como vai acontecer no Palácio de Belém, também o Parlamento estará aberto aos cidadãos na tarde de segunda-feira.

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, vai abrir simbolicamente a porta do átrio principal do Parlamento, pelas 14:30, para assinalar mais um aniversário da implantação da República em Portugal.

Um ato simbólico que José Pedro Aguiar-Branco também o faz por ocasião dos feriados de 25 de Abril e que tem como principal objetivo aproximar o órgão de soberania Parlamento dos cidadãos em geral.

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