O discurso de António José Seguro na íntegra
Discurso "é contraditório"
"Não podemos dizer isto, que é bem verdade, e ao mesmo tempo apelar a entendimentos em torno das políticas e dos políticos que nos trouxeram aos problemas que enfrentamos", acrescentou de imediato.
"A estabilidade exige uma rutura com as políticas que trouxeram a instabilidade, uma rutura com as políticas que estão a destruir o SNS, que trouxeram a crise na habitação, quer criaram um nível de desigualdades no país em que os ricos são cada vez mais ricos e uma grande maioria da população enfrenta o aumento imparável do custo de vida diariamente".
O que presidente fez foi "avalizar uma linha política" com que o BE está em divergência
"Honrar a República é escolher políticas que vão ao encontro das necessidades da maioria. Sem isso, o resto são discursos", considera Pureza, lembrando que o país tem assistido são políticas feitas "só para alguns".
Livre diz que Governo "continua a negociar com quem não respeita a República"
Seguro pressionou PSD? "É um discurso muito positivo"
"Gostava de destacar, em primeiro lugar, a grande nota de ambição; em segundo lugar a necessidade de o país ter estabilidade, para que as políticas possam produzir efeitos e resultados na vida das pessoas; por outro lado, algo com que nos revemos bastante, que é a dimensão de diálogo".
Questionado sobre o repto de José Luís Carneiro, para que o PSD deixe cair o acordo com o Chega relativo ao arrendamento, Alexandre Poço retorquiu: "Continuaremos a negociar com os partidos que, em cada momento, estão disponíveis para aprovar, discutir, melhorar aquelas que são as propostas do Governo. Não vamos entrar nesse jogo de, agora, não falamos como este, para aprovarmos com aquele temos de abdicar do outro".
"O presidente acaba de dizer aqui ao país, mas também aos partidos políticos, que é importante que deixemos as nossas trincheiras e tenhamos a capacidade de falar uns com os outros", completou.
Iniciativa Liberal critica elogio do Presidente a entendimento do Governo com PS sobre Orçamento
"No fundo, é mais do mesmo". A reação do Chega
"No fundo, o discurso acabou por ser uma tentativa de agregar os partidos, pelo menos foi essa a sensação que deu inicialmente, mas acabou com os recados do costume, ao falar de movimentos e partidos mais extremistas. No fundo, é mais do mesmo", acentuou, para depois reprovar o que considera ser a concentração de atenções no PSD e no PS.
"Em momento algum pensámos poder lançar o país numa crise política"
"Aproveito a oportunidade para fazer uma exigência ao Governo: é que deixe cair o acordo que tem com o Chega em relação à lei das rendas", instou.
Apelo de resolução de problemas tem "sentido de urgência". Estado tem de entregar "confiança"
Para o Presidente é urgente resolver os problemas causados pela aumento do custo de vida. "A crise energética não pode enfrentar-se só a nível nacional", diz o Presidente, pedindo uma acção internacional.
"Saúdo o Governo e o PS pelo caminho de aproximação" para o OE. "Oxalá outros partidos possam juntar-se" a este caminho de convergência
O presidente dá o exemplo do Orçamento do Estado, mas pede que a convergência possa acontecer com outras matérias, como a Saúde, Habitação, Educação e aumentar a produtividade. "Um país que sabe gerar riqueza é um garante de prosperidade", diz.
"A democracia não pode transformar diferenças em impossibilidades de entendimento", sobretudo em governos minoritários
"As democracias têm de aprender a construir estabilidade em tempos de fragmentação". Para isso é preciso diálogo, diz. "A estabilidade vale pelo que permite fazer", diz.
Seguro pede menos "improviso ou capricho do momento" nas decisões
O presidente pede que as medidas sejam tomadas com base em conhecimento científico e não no improviso".
"É preciso abandonar uma cultura de trincheiras" na política. "Abandonar o eterno passa culpas", pede Seguro
O presidente diz ainda que se deve "convergir em soluções de compromisso que resistam ao ciclos eleitorais" e defende que as políticas públicas devem ser avaliadas consoante os resultados e "não pela cor do governo que as criou".
"Precisamos de política acompanhada de ousadia, de ambição e de coragem"
"Este é o tempo da política, não é o tempo da tecnocracia", afirma o presidente, que segue a pedir ambição e coragem. "Temos de vencer a inércia, eliminar bloqueios, assumir a coragem política de soluções inovadoras que acompanhem a mudança".
"Precisamos de soluções duradouras e capacidade política de as aplicar". Portugal precisa de uma "nova cultura política"
Para o presidente da República, esta é a forma de trazer os valores republicanos para o dia a dia dos portugueses. "Portugal precisa de uma nova cultura política, com base em entendimentos e compromissos interpartidários, focada na resolução concreta dos problemas das pessoas e numa visão estratégica para Portugal", diz Seguro pedindo acordos para mais do que uma legislatura.
"República só cumpre a sua função quando cada pessoa sente que tem o seu lugar"
"É essa esperança que esteve no 5 de Outubro", diz, lembrando que isso é papel de várias gerações, mas também de vários serviços, como o SNS, a Segurança Social, e reduziram desigualdades, entre outras conquistas. "São conquistas reais que custaram o esforço de gerações inteiras". "Cabe-nos continuar esse caminho, onde nenhuma pessoa é deixada para trás" e onde "o futuro não é privilégio de alguns, mas possibilidades de todos". "É a responsabilidade de todos" que faz com que ela "todos os dias faça parte da vida de cada pessoa".
Presidente da República inicia primeiro discurso no 5 de Outubro. "Faço-o com profunda emoção"
António José Seguro diz que a emoção é a de quem, neste dia, "sente o peso da História, a força dos valores que nos unem e a obrigação de olhar para o futuro".
"Foi numa casa do poder local que a república foi proclamada"
"Mas a esperança de uma república licre sobreviveu, ficou guardada em quem nunca desistiu. Até que em Abril de 74 houve quem devolvesse a liberdade aos portugueses. A demcracia voltou porque houve quem acreditasse, mas sobretudo porque houve quem tiversse a coragem de agir",recordou Carlos Moedas.
"O espírito republicano não pertence a um partido, nem a uma cor, nem a uma só memória, é uma forma de servir Portugal, de amar a coisa comum mais do que a coisa própria. Por isso cabem nesta casa os que foram republicanos em 1910, os que não sendo amaram Portugal com a mesma devoção. Esta é a casa de todos e é aqui, no município, que a república está mais próxima das pessoas".
"Foi numa casa do poder local que a república foi proclamada", completou. O discurso de Carlos Moedas na íntegra
República "começa a morrer quando os cidadãos deixam de acreditar nela"
"Há 116 anos, desta varanda, proclamou-se a República"
"Deixem-me levar-vos a Roma, mas é de Portugal que vos vou falar", continuou.
"Há uma reflexão escrita há quase 300 anos, sobre homens como Catão, Bruto e Cássio, sobre a razão por que não quiseram sobreviver à sua república. O amor por aquilo que somos pode levar-nos a sacrificar a própria vida. Para aqueles romanos, a república não era uma coisa dstante, era parte de si, era o seu nome, a sua palavra era a sua casa, o futuro dos seus filhos. Perdê-la era perder aquilo que dava sentido às suas vidas, a sua causa tinha um nome: res publica, a causa de todos, a causa pública".
"É essa ideia de serviço a todos que nos deve unir", acentuou o autarca.
Presidente da Câmara de Lisboa faz discurso
"É com enorme gosto que recebemos pela primeira vez, nos Paços do Concelho, o presidente da República, António José Seguro", prosseguiu.
"Sabe que pode contar com a Câmara de Lisboa e este momento ficará marcado na história da cidade", assinalou Moedas.
Seguro na Praça do Município. Ouve-se o hino nacional
Em seguida, ja na varanda do edifício da Câmara Municipal, António José Seguro hasteou a bandeira portuguesa.
Montenegro e Aguiar-Branco chegam à Praça do Município
Seguro defende que "valorizar a República é valorizar os professores"
O presidente da República assinalou hoje, com uma mensagem escrita, o Dia Mundial dos Professores, que se celebra a 5 de outubro, defendendo que a sua valorização é essencial para a República.
"Valorizar os nossos professores é valorizar a nossa própria República", afirma António José Seguro.
"Sem os professores, não haveria o país que hoje conhecemos, nem aquele que queremos construir. Não há República sem escolas. Não há escola sem professores valorizados. Valorizar os professores é cuidar do futuro da nossa República", reforça o chefe de Estado.
Esta mensagem foi divulgada hoje de manhã, antes do início da cerimónia comemorativa da Implantação da República, que está marcada para as 10h30, na Praça do Município, em Lisboa.
No Dia Mundial dos Professores, o Presidente da República dirige "uma saudação especial às professoras e aos professores" que ensinam nas escolas de todo o país e que ensinam a língua portuguesa no estrangeiro.
"Celebramos hoje a nossa República, o nosso país, Portugal. República é sinónimo de igualdade, sinónimo de que todos contam por igual. A escola é onde essa promessa de igualdade de tratamento ganha rosto. No rosto de uma professora, de um professor", lê-se na nota.
António José Seguro argumenta que "ensinar é muito mais do que transmitir conhecimento" e elogia o papel dos professores, que "incentivam quando a dúvida se instala" e que "sabem abrir horizontes a quem nasceu com menos oportunidades".
"Por isso, valorizar os nossos professores é valorizar a nossa própria República. Cada vez que um professor muda o destino de um de nós, a igualdade deixa de ser uma promessa e torna-se realidade", defende.
"Aqueles que em 5 de outubro de 1910 nos deram futuro também sabiam que a liberdade e a igualdade só poderiam vingar em Portugal por meio da vontade comum de transformar o país através da escola. Hoje Portugal reafirma que o seu futuro passa pela escola e pelos seus professores. Sabemos que há sempre adversidades a ultrapassar na escola e no ensino, mas sabemos também que muito devemos aos professores", acrescenta.
Personalidades a chegar à Praça do Município
Dia da Implantação da República assinalado na Câmara Municipal de Lisboa
Nesta sessão solene, no Largo do Município, com início previsto para as 10h30, vão estar presentes o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, bem como representantes dos partidos.
Desde a tomada de posse, Seguro tem muiltiplicado os apelos à moderação e a um caminho de convergência.
Na semana passada, diante do Conselho da Europa, em Estrasburgo, o presidente exortou à "vigilância" e à "determinação" perante "correntes extremistas". António José Seguro alertou contra "tentativas de retroceder em direitos", o "desprezo pelo Direito Internacional" e a "crescente incerteza geopolítica".
"A história ensina-nos que a democracia pode perder-se, que direitos que pareciam definitivos podem ser retirados, que aquilo que julgávamos impossível pode tornar-se realidade. Por isso, deixo uma mensagem muito clara, em particular às novas gerações: a democracia não está garantida", fez notar o presidente português.No último discurso em cerimónias oficiais, por ocasião do Dia de Portugal, o presidente da República fez a apologia do que definiu como "palavras do meio", que "se abrem como convite ao diálogo", em "tempos de trincheiras", contra "o vírus da polarização".
A Causa Real preparou, por sua vez, um comunicado a propósito do 5 de Outubro, sustentando que a Implantação da República foi contrária aos desejos dos portugueses.
A associação monárquica considera que a experiência republicana demonstrou fragilidade e governos efémeros e apela a que, em sede de revisão da Constituição, seja retirado artigo que impõe um Governo republicano.
c/ Lusa
5 de Outubro. Seguro abre ao público jardins e museu do Palácio de Belém
O presidente da República, António José Seguro, vai abrir ao público os jardins do Palácio Nacional de Belém e o Museu da Presidência, esta segunda-feira, para assinalar o 116.º aniversário da implantação da República em Portugal.
De acordo com uma nota publicada no site da Presidência da República, o museu vai estar aberto ao público entre as 10:00 e as 13:00 e entre as 14:00 e as 18:00, enquanto os jardins do palácio podem ser visitados entre as 15:00 e as 18:00.
"A entrada é gratuita e o acesso realiza-se pela loja do museu, na Praça Afonso de Albuquerque, sendo a última entrada pelas 17:30", acrescenta-se na mesma nota.
Na segunda-feira, pelas 10:30, o presidente da República, António José Seguro, vai discursar pela primeira vez, na cerimónia de aniversário da implantação da República, na Praça do Município, em Lisboa, intervenção que será antecedida pela do presidente da Câmara, Carlos Moedas.
Antes dos discursos de António José Seguro e de Carlos Moedas, será hasteada a bandeira portuguesa na varanda do Salão Nobre dos Paços do Concelho, ao som do hino nacional.
Como é habitual, na sessão solene, no Largo do Município, estarão também presentes o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, assim como representantes dos diferentes partidos.
Tal como vai acontecer no Palácio de Belém, também o Parlamento estará aberto aos cidadãos na tarde de segunda-feira.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, vai abrir simbolicamente a porta do átrio principal do Parlamento, pelas 14:30, para assinalar mais um aniversário da implantação da República em Portugal.
Um ato simbólico que José Pedro Aguiar-Branco também o faz por ocasião dos feriados de 25 de Abril e que tem como principal objetivo aproximar o órgão de soberania Parlamento dos cidadãos em geral.